No caso dos sertões de São Paulo, com o passar dos anos, a caçada nos cerrados paulistas se transformaria em esporte, como nos moldes dos caçadores ingleses. Os veados Mateiro e Catingueiro eram os alvos e os motivos de muitos grupos de caçadores, assim como a pescaria. Sobre as caçadas de perdiz, o propósito era mais o júbilo e competição entre os caçadores, além da confraternização que as caçadas proporcionavam em ranchadas que duas ou mais semanas. A necessidade da perdiz como alimento era secundária, muito embora seja um prato bastante apreciado.
Armando Vicentini, filho de imigrantes italianos, foi um dos primeiros caçadores de Altinópolis a se aventurar pelos sertões de Mato Grosso e Goiás na primeira quadra do Século XX em caça à perdiz, ave do porte de uma galinha D’Angola distribuída pelos cerrados e caatingas de todo o Brasil. São lendárias as muitas histórias de bons cachorros perdigueiros que amarravam as perdizes camufladas nas moitas em aviso ao caçador. Ao sinal, o cachorro avançava e ave decolava em vôo retilíneo, facilitando o abate pelos exímios atiradores.

No filme produzido pelo cinegrafista e fazendeiro Darcy Crivelenti Palma, em 1959, editado por José Márcio Castro Alves e narrado por um dos protagonistas, Dirceu Vicentini, um resgate emocionante de como eram as caçadas de perdiz, num tempo em que a palavra ecologia sequer existia. Vejam o vídeo.
